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Quando você não diz não ao outro, você diz não a si próprio!

  • Foto do escritor: Renata Carvalhaes
    Renata Carvalhaes
  • 2 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Se para você é muito difícil discordar das pessoas, dizer “não” para os pedidos, sejam aqueles que exigem grandes esforços ou mesmo os que envolvem algo simples (como ir a um passeio que parece legal, mas para o qual você não está disposto naquele dia), talvez haja aí uma dificuldade em estabelecer limites. Isso pode se dar por receio de deixar as pessoas chateadas, de parecer ingrato ou de ser rejeitado.


Mas será que é assim mesmo?


Aprende-se desde pequeno que o correto é obedecer a figuras de autoridade sem questionar, como se elas fossem as donas da razão, que se deve sempre agradar as pessoas. Mas, e você na história? A sua opinião, não conta? Ela não tem valor? E o seu desejo, o seu querer, não têm importância?


Pare e observe o seu corpo: o que você sente quando diz “sim”, querendo dizer “não”? Talvez note que isso te afeta emocional e fisicamente. Pode sentir culpa, tensões corporais, angústia, ansiedade, tristeza, raiva, impaciência, cansaço ou desmotivação. Sim, não colocar limites importantes pode trazer uma ou mais dessas sensações.


Quando não há limites, é como se não existisse um muro de proteção, aquela barreira que cuida de você, que é importante, e evita que o outro te invada. Ao ceder sempre, corre-se o risco de se perder, de esquecer do que se gosta, do que se quer e até do que se sonha. Isso não significa que se deva dizer “não” para tudo e se tornar intransigente. Significa entender o que é negociável e o que é inegociável.


Por exemplo, imagine que recebeu o convite de uma amiga para ir ao aniversário dela em um restaurante de que não gosta, mas, por ser ela uma pessoa muito querida, você ache que tudo bem abrir essa exceção. Porém, se esse mesmo restaurante for um lugar em que você vivenciou uma história muito triste, que te traga lembranças muito ruins, que lhe cause ansiedade e que afete suas emoções de modo muito negativo, aceitar esse convite, nesse local, talvez seja um limite inegociável.


O limite é fundamental para que se preserve e cuide do que te é valioso, para que você faça valer seus desejos e aquilo que te faz bem. Mas, para isso, é preciso compreender o que suas emoções contam, reconhecer seus próprios valores, aquilo que é negociável e aquilo que não é. A psicoterapia é um espaço que pode contribuir muito neste processo de autoconhecimento e fortalecimento dos seus valores.

 
 

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